A missa tem história

Ao lermos no Evangelho a descrição da última ceia e compararmos a sua simplicidade com as missas que hoje se oferecem em nossas igrejas, percebemos que o cerimonial do Santo Sacrifício experimentou um grande desenvolvimento nestes dois mil anos. É um desenvolvimento que é muito fácil de entender.

O sacrifício eucarístico que Jesus instituiu na noite de quinta-feira Santa é uma pedra preciosa que Ele ofereceu à sua Igreja. Era uma jóia perfeita, sem impureza nenhuma, mas como toda jóia, necessitava de um engaste apropriado para que a sua grandeza e formosura ressaltassem aos olhos de todos.  Não é de surpreender,pois, que a Igreja, ao longo dos séculos, tenha modelado e embelezado o engaste que é o cerimonial da missa que hoje conhecemos.

Eis aqui a descrição da última ceia segundo São Mateus (26, 26-28): “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: Tomai e comei; isto é o meu corpo. E tomado um cálice, deu graças, e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. Por que isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para a remissão dos pecados”.

As comunidades primitivas cristãs, quando se reunião para a fração do pão, seguiam muito de perto o singelo cerimonial da última ceia. Mas os primeiros cristãos eram judeus, e a princípio, não perceberam como devia ser completa a ruptura com a antiga religião. Continuavam a assistir e a participar das cerimônias da sinagoga, e reuniam-se privadamente em grupos pequenos para a fração do pão.

A elaboração das cerimônias da missa se deu muito rapidamente. O esquema da missa que hoje conhecemos ficou praticamente estabelecido no ano 150. São Justino mártir, descreve-nos assim a missa: “Num dia cujo nome se toma do sol, os que moram na cidade e os do campo reúnem-se e então, quando há tempo, lêem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas. Terminadas as leituras, o presidente dirigi-nos um discurso, em que nos pede encarecidamente que pratiquemos as belas lições que acabamos de ouvir”. Esta era a Liturgia da Palavra.

No ano 150, estava, pois estabelecida a estrutura fundamental da missa. No entanto, as orações nela contidas continuaram a desenvolver-se durante mais quatro séculos e meio. Nos tempos do Papa São Gregório Magno, que morreu no ano 604, o desenvolvimento da missa tinha chegado a um esquema muito parecido com o atual.

Fonte: A fé explicada – Léo Tresse

  

Comentarios(1)

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Nome:Tatiane Lemes
A santa Missa tem História; a ilustração acima demonstra bem a profunda sacralidade da missa de sempre, ou seja, como foi sempre, até o concílio Vaticano segundo, a Missa Nova no entanto permitiu que se difundissem erros como dançar, pular, fazer teatro e tantas outras mazelas e o povo vem se esquecendo que a MISSA é a renovação do santo sacrifício do Senhor de forma incruenta,e não um palco de shows, fantochinhos, bailarinos etc. Sim a sacralidade da Missa de Sempre como ela sempre foi celebrada e defendida no concilio de Trento, Não as heresias que se cometem hoje na Missa nova , o altar de Deus clama por respeito e sacralidade. In corde Jesu, et Mariae semper.
Data:29/07/2010

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